Os monstros de borracha caminham para a extinção?

Foto: Ko Sasaki para The New York Times

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A constante e importante discussão para os fãs de tokusatsu sobre até que ponto a tecnologia pode substituir a “magia” das maquetes, monstros de borrachas e outras técnicas usadas no decorrer dos anos recentemente foi tema de um artigo publicado por Martin Fackle na editoria asiática do New York Times.

O repórter visitou o set de filmagens de Ultraman Ginga e entrevistou diversos especialistas e são essas as informações que vamos trazer para levantar a questão e ouvir a opinião dos nossos leitores!

Daisuke Terai interpreta um dos mais conhecidos personagens da história da ficção científica, mas pouquíssimos fãs já viram o seu  rosto. Isso porque ele coloca uma roupa de borracha prata brilhante e vermelha antes de pisar em um set feito de árvores e edifícios em miniatura, para a batalha como o super-herói cósmico Ultraman.

Em uma tarde recente, o personagem de Terai estava travando um combate mortal para defender a Terra de um dinossauro gigante extraterrestre com olhos brilhantes e chifres chamado Grand King . Quando as câmeras deram uma pausa, o homem , de 36 anos , tirou a parte superior de seu uniforme enquanto ajudantes removiam a cabeça de espuma do Grand King para revelar um zíper nas costas da fantasia de 65 quilos.

Foto: Ko Sasaki para The New York Times

Foto: Ko Sasaki para The New York Times

Durante décadas, os estúdios japoneses deslumbraram, aterrorizaram e agradaram o público global com filmes de monstros e programas de televisão com atores em roupas de borracha devastando Tóquio em escala reduzida , ou um duelo no topo do Monte Fuji em miniatura. O gênero ajudou a levar a indústria cinematográfica japonesa ao mundo através da criação de tais criaturas lendárias como Godzilla e Mothra , pioneiros no caminho para outros gêneros de fantasia, como anime.

Mas agora, numa época em que os efeitos digitais realistas fizeram o uso de pequenos modelos e atores adequados ao olhar singular, o tokusatsu parece estar rapidamente se tornando uma coisa do passado.

Atualmente, apenas duas empresas ainda usam as técnicas de tokusatsu: a Tsuburaya Productions, responsável pelo Ultraman, e a conhecida Toei, que produz o chamado Super Hero Time, com as atrações principais sendo Kamen Riders e Super Sentais.

Foto: Ko Sasaki para The New York Times

Foto: Ko Sasaki para The New York Times

O último filme do Godzilla neste estilo, chamado Godzilla final Wars, foi lançado há quase uma década , depois de um período de meio século , durante o qual a criatura apareceu em 28 produções, às vezes anualmente. Agora, quando Hollywood faz filmes inspirados em tokusatsu, como Pacific Rim, com seus robôs gigantes ou um filme do Godzilla, eles dependem da computação gráfica.

Um dos diretores japoneses que tem experiência no gênero, Shinji Higuchi, responsável por comandar três filmes do Gamera na década de 90, afirma que, no contexto atual, enxerga que ninguém mais faz tokusatsu e ainda ressalta que existe uma dívida com o sistema antigo “Nós não queremos que esta técnica simplesmente desapareça em silêncio, sem, pelo menos, reconhecer como estamos em débito com ele”, disse.

[Confira outro post com declarações de diretores e produtores famosos do gênero clicando aqui]

Foto: Ko Sasaki para The New York Times

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A ideia de Higuchi é, se não reviver o tokusatsu, pelo menos contar a história das produções para as gerações mais jovens. No ano passado, ele ajudou a organizar o Tokusatsu Special Effects Museum (Museu dos Efeitos Especiais de Tokusatsu), uma exposição itinerante que apresenta a história do tokusatsu, voltando às suas origens em filmes de propaganda da época da 2ª Guerra Mundial com o voo de aeromodelos tão realistas que agentes de inteligência americanos pensavam que os filmes eram combates reais.

O homem que criou essas imagens, Eiji Tsuburaya, passou a criar o Godzilla, em 1954, o filme em preto e branco que se tornou um sucesso em todo o mundo e deu início ao gênero tokusatsu. A exposição, que está fazendo um circuito nos museus de arte no Japão, mostra a câmera de filmagem de Tsuburaya, bem como os adereços, incluindo um enorme pé de Godzilla, usado para esmagar construções em miniatura e os modelos de naves espaciais fantasiosas, submarinos e armas de raios utilizados em dezenas de super-heróis e filmes de monstros.

Foto: Ko Sasaki para The New York Times

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“Nós tivemos que improvisar e fazer tudo parecer real na tela”, disse ao NYT Haruo Nakajima , o ator que interpretou no filme original de Godzilla e em dezenas de filmes subsequentes. Agora com 84 anos, ele lembrou como o criador do monstro gigante, que morreu em 1970, teve que lutar para encontrar borracha, látex e algodão suficientes para fazer o traje durante a escassez do pós-guerra. “Você não aprende isso de um livro, mas fazendo. Não há nenhuma chance de aprender agora”

A central governamental Agência de Assuntos Culturais ajudou a exposição e o líder da pesquisa, Tomonori Saiki, ressaltou que o Japão tardiamente irá apreciar o significado cultural dos tokusatsus, que ele chamou de produto de uma era após a derrota na guerra, quando o Japão ainda estava se recuperando e buscou de suas tradições de artesanato e trabalhos em miniatura, visto em árvores do tamanho de bonsai, para competir com os filmes americanos de maior orçamento.

Foto: Ko Sasaki para The New York Times

Foto: Ko Sasaki para The New York Times

No set de Ultraman Ginga, a série mais recente de um herói de meio século, a maioria dos trabalhadores são veteranos na faixa etária de 50 e 60 anos, que arranjam galhos de árvores no set para se parecer com uma floresta em miniatura, ou colocam pequenos explosivos no traje do Grand King de espuma para explodir quando atingido pelo Ultraman.

O diretor Yuichi Abe disse, em entrevista a Fackler, que o uso de atores reais, modelos e até mesmo explosivos deu às filmagens um nível de realismo que não é possível com computação gráfica (ou C.G) “C.G. só pode fazer o que o programador diz que eles façam, para que não haja surpresas”, confirmou Abe, que já dirigiu meia dúzia de filmes de Ultraman e séries de televisão. “Com tokusatsu, cada tomada é diferente. Você nunca sabe como ele vai sair , assim como no mundo real”, afirmou.

Ainda assim, Abe disse que ele também confia, cada vez mais, em efeitos de computador, misturando-os com cenas reais. Um exemplo é o voo de aeronaves, que eram modelos em miniatura, mas agora são totalmente digitais.

Foto: Ko Sasaki para The New York Times

Foto: Ko Sasaki para The New York Times

Terai, que fez o papel de Ultraman há 16 anos e assistiu ao show como uma criança, disse que havia um outro benefício de ter um ator de verdade: a capacidade de apertar as mãos de seus jovens fãs. “As crianças sabem que a C.G. é falsa”, disse ele. “Eles querem um Ultraman humano”

Mas, a falta de jovens trabalhadores no set, além dos atores, aponta para uma tendência preocupante, conforme afirmaram Abe e outros. Como aposentar, se não haverá ninguém que tenha aprendido as habilidades de fazer os cenários, modelos em miniatura e figurinos para tomar seu lugar?

Shinichi Oka, o presidente da Tsuburaya Productions, disse que a revolução digital provocou uma mudança inevitável, embora o uso de modelos e miniaturas continuará em um papel limitado. O maior motivo foi uma nova geração de público, que têm esperado os efeitos digitais deslumbrantes de Hollywood. “Claro, eu adoraria continuar fazendo tokusatsu, mas a realidade é que o CG está mais barato agora, mais rápido e pode fazer mais”, disse Oka, que trabalhou como cinegrafista e diretor de nove filmes de Ultraman. “Se Eiji Tsuburaya ainda estivesse vivo, ele iria usar CG. Nós não temos escolha.”

Para acessar a versão original do artigo, clique aqui.

E aí, pessoal? Um novo público pede novas tecnologias? Ou a alquimia das técnicas usadas nos tokusatsus ainda podem ser convincentes?

About Valdirene Val

9 comments

  1. Sim, podem e ainda são convincentes. Como disse o diretor Yuchi Abe, os atores reais e os explosivos dão uma ar mais realista – palpável. Eu cresci vendo Ultraman, Ultra Seven, Robô Gigante entre outros, e pra mim isso tinha magia. E hoje, quando assisto a um novo episódio de Ultraman Ginga, mesmo que com um conceito bem diferente em suas histórias, eu ainda consigo me emocionar. É algo feito de forma praticamente artesanal, com muito cuidado e respeito. Mesmo que fique evidente que estão trabalhando dentro de um orçamento mais enxuto, ver um capítulo de Ultraman feito dessa forma nos dias de hoje, me emociona muito mais do que assistir a algo repleto de CG e que não te passa simplesmente nada. Em tempo, gostei do seu texto Val.

  2. acho que sim… infelizmente esses tokusatsus de maquetes e monstros de borrachas estão com os seus dias contados neste seculo 21 e isso é no mundo todo e o sucesso que fez da geração de 30 anos pra cima a nova geração ñ quer + esse tipo efeitos (pra eles são “efeitos” na vdd) pois cada vez + eles estão acontumados com as coisas cada vez + reais e a prova disso são os games por exemplo que cada vez paracem + reais a cada game e console novo lançado no mercado nos dias de hj e tudo caminh para cada vez + as coisas feitas em tv e cinema no mundo todo serem cada vez + reais msm.

  3. Querer manter sempre o modo tradicional vai acelerar o que já está acontecendo com os tokusatsus, que é derrubar a audiência.
    É uma das características mais marcantes do gênero, mas é necessário combinar para conquistar o novo público.
    Para quem é mais velho e viu muito mais as séries emborrachadas fica essa reclamação, mas pense no público alvo, que são crianças que estão imersas em uma sociedade super ligada em tecnologia, por mais que assistam não vai ser o grande atrativo.
    Não pode morrer, mas ficar a discussão de uma ser melhor que a outra só vai atrasar uma combinação e melhoria das técnicas.

  4. concordo com o asevedo, eu cresci assistindo ultraman tiga na record e até minha avó assistiu umas vezes
    tava vendo na sinopse do ginga e falaram q ele ia se transformar nos ultras anteriores como se fosse o gokaiger pelos sentais e o decade pelos kamen riders
    vou começar a acompanhar esse ultra, já q tem um antigo no meio da história (o ultraman taro)

  5. Olá, acho que não! a computação gráfica como nos filmes “Circulo de Fogo” e “Godzilla” é muito cara, fica muito boa e perfeita mas o custo e principalmente para uma série de tv pode não compensar! E com certeza colocariam uma computação gráfica e efeitos bem ruin$, como em alguns filmes que já saem direto p DVD, pois a computação gráficas com textura pobre não tem realismo nenhum isso tudo para economizar, aconselho a deixarem os atores mesmos! Continuando a saga dos guerreiros Ultra a um bom custo e com grande realismo.

  6. Vitor Hugo Martinelle

    Seguinte, Cuidado com as coisas que voces ” irresponsaveis ” Publicam , tudo bem que muitos de voces tem o interesse em manter o publico informado, acontece que nem tudo que vai ao ar ou e publicando em uma revista, Blog, e ate mesmo aqui na internet se trata da ” REALIDADE ” QUEM MORA NO JAPAO E ACOMPANHA DE PERTO O TOKUSATSU SABE PERFEITAMENTE QUE MUITAS COISAS AI ESTAO ERRADAS E COM INFORMACOES DETURPADAS. VAMOS AOS ERROS.

    Ponto 1 = Quem disse que todos os herois Japoneses possuem ” armaduras ” feitas de material emborrachado? os uniformes na maioria das vezes principalmente de ultra sao feitos de um material Ultra Resistente de camadas grossas e rigido mais apenas o ” JUMPSUIT ” que e uma especie de macacao que vai ate o pescoco lembra um pouco Neoprene tao resistente quanto roupa de mergulhador, Sao fabricados sobre encomenda da Tsuburaya por uma empresa Chamada Shimizu Art ela produzi a maioria das armaduras licenciadas tanto para os fans como para as series sob encomenda de varias empresas como Tsuburaya, Toho, Toei sao de materias especificos que nao se encontra igual em nenhum outro lugar do Japao apenas na empresa que as fabrica, os capacetes Sao fabricados em Fiber Carbhono que e um material Ultra resistente semelhante a capacettes da SHOEI , Ja as armaduras de Kamen Rider, Robot, Metal Heros em sua parte macica sao de Fiber Carbhono Tambem, e as partes mais flexiveis Sao feitas em um material de alta qualidade um neoprene revestido de couro por fora. ” PERFECCIONISTAS COMO OS JAPONESES SAO ” e quem vive no Japao sabem bem como e isto, eles dao duro, para a fabricacao das pecas, tanto que algumas pecas so sao fabricadas sob encomenda, e muitas podem demorar ate 6 meses para ficar pronta pois existe todo um processo e um trabalho na confeccao das mesmas. ” VOCES FALAM ” CABECA DE ESPUMA? ROUPA EMBORRACHADA ” como se fossem feita de um material de baixissima qualidade quando na realidade a fabricacao exigem pecas unicas que nao se encontram facilmente e que precisam ser fabricadas em Industrias especificamente para as serias. por isso elas custam Obsolutamente caro. Existem armaduras aqui no Japao que podem custam para voces ai no brasil contando com impostos e tudo por 20.000 reais, Preco de um carro.

    Fato 2 = JAPONESES SEMPRE FORAM PERFECICIONISTAS E SEMPRE GOSTARAM DE FAZER TUDO DA MAIS ALTA QUALIDADE, SEJA UM BONECO, UM DVD, UMA SERIE, UM PRODUTO ISSO ESTA NO DNA DELES, ALGO QUE OS BRASILEIROS NAO TEM, JA QUE O BRASILEIRO E UM POVO QUE SE ACOSTUMA EM CONSUMIR PORCARIAS DE BAIXA QUALIDADE E PRODUTOS FALSIFICADOS.

    Os custos para a producao de um seriado deste, sao absurdamente altos, ” POIS ALEM DA MAO DE OBRA ” Existem a compra de equipamentos, o pagamento de funcionarios, deste cameras, a atores, Horas e horas de trabalho, de gastos de energia para fazer os equipamentos funcionarem, trabalhos tercerizados, que a TSUBURAYA contrata empresas para produzir algo especifico para a serie, produtos estes que a FABRICA COBRA O OLHO DA CARA, pois ela para uma producao toda apenas para fazer aquele determinado pedido para a TSUBURAYA voces nao tem nocao de quanto existe de investimento e gastos para que tudo isso possa acontecer, e a TSUBURAYA ASSIM COMO OUTRAS EMPRESAS BASICAMENTE NAO TEM O RETORNO ESPERADO. pois o publico que consome a SERIE e produtos ORIGINAIS LIGADOS A ELA, e um publico bem Pequeno pois essas series sao produzidas para paises Asiaticos, e nao PARA AMERICA LATINA, PAISES ARABES, EUROPA o publico desses paises que cosomem seja as series, DVDS, brinquedos e bem pequeno, na America do Sul nao representa nem 1% o Brasil por exemplo tem muitos FANS MAIS A MAIORIA 99% CONSOMEM PRODUTOS PIRATAS, OU SEJA NAO AJUDAM A TSUBURAYA NEM A TOEI COMPANY EM NADA, MUITO PELO CONTRARIO ELA DEIXA DE ARRECADAR FUNDOS POR CONTA DO DES-RESPEITOS QUE MUITOS QUE SE DIZEM FANS TEM PELA EMPRESA, AO INVEZ DE AJUDA-LA PREFEREM ATRAPALHA-LA .

    O pouco que a Tsuburaya arrecada dos paises europeus, ou de empresas e emissoras de TV que Re-transmitem as series, e Re-vendem os produtos Originais Licenciados na Franca, Italia, Suica e Alemanha, e muito pouco tendo em vista que muitos deixam de Pagar Royalties e cancelam o contrato com a empresa.

    Portanto e Normal que para Viabilizar os Gastos e Sulturar o rombo financeiro que a empresa tem, e comum que ela Faca cortes, ou procurem meios mais ” BARATOS ” PARA PRODUZIR AS SERIES, MAIS REPITO NAO E PORQUE ELA QUEIRA FAZER ISTO, MAIS PORQUE E FORCADA A FAZER, JA QUE MUITOS QUE SE DIZEM FANS, DEIXAM DE CONSUMIR E CONTRIBUIR COM A EMPRESA.

    A TENDENCIA E A FALENCIA MESMO, SE A GRANDE MASSA DO PUBLICO DA AMERICA LATINA, NAO TOMAR VERGONHA NA CARA, E CONTRIBUIR COM A TSUBURAYA.

    TAMBEM ESQUECI DE CITAR AQUI, A ORGANIZACAO ” ULTRAMAN FOUNDATION ” QUE E A PARTE SOCIAL DA TSUBURAYA A FUNDACAO QUE AJUDA CRIANCAS CARENTES, DA QUAL A PROPRIA TSUBURAYA TIRA DO PROPRIO BOLSO E TAMBEM COM A AJUDA DO JAPAO, DONATIVOS PARA AJUDARA FAMILIAS QUE PERDERAM TUDO NO TSUNAMI, OU MESMO AQUELES MENOS FAVORECIDOS, E UMA ONG DA QUAL A MAIORIA DOS FANS JAPONESES AJUDAM A MANTER JA QUE OS DE OUTROS PAISES NAO CONTRIBUEM COM NADA, ME REFIRO BASICAMENTE AOS BRASILEIROS.

    MUITAS COISAS QUE FORAM PUBLICADAS NESSA MATERIA NAO SAO REALIDADES, OUTRAS SAO, PRINCIPALMENTE QUANDO FALA DA CRISE FINANCEIRA DA TSUBURAYA ALGO QUE REALMENTE E REAL, E QUEM VIVE NO JAPAO SABE DISSO, SE OS FANS VIRAM AS COSTAS PARA A EMPRESA A FALENCIA VIRA E ISSO E UM FATO.

    QUE ESTA MATERIA, SIRVA COMO UM ” CALCANHAR DE AQUILES ” PARA QUE VOCES ” FANS ” DO BRASIL COMECEM A RE-PENSAR SEUS CONCEITOS, E OQUE FAZER PARA AJUDAR A EMPRESA, EU COMO UM BRASILEIRO QUE VIVE NO JAPAO, FACO A MINHA, INCLUSIVE AJUDO A FUNDACAO ULTRAMAN COMO POSSO, DOANDO DESDE DINHEIRO A PRODUTOS,

    INCLUSIVE DEIXEI UMA CAMISA DA SELECAO BRASILEIRA LA, DA COPA DE 70 AUTOGRAFADA POR VARIOS JOGADORES, COMO PELE, ROMARIO, RONALDINHO GAUCHO, RONALDO, PARA QUE A CAMISA VA A LEILAO, E O VALOR ARRECADADO SEJA REVERTIDO PARA A TSUBURAYA.

    FALTA VOCES FAZEREM A PARTE DE VOCES.

  7. Vitor Hugo Martinelle

    ” COMPUTACAO GRAFICA ” Vamos aos Pontos, Nao e novidade nenhuma, que isso vem sendo usado desde o comeco dos anos 2000 principalmente por grandes produtoras mundiais de cinema, como DISNEY,UNIVERSAL STUDIOS,PARAMOUNT, FOX, MGM, e tantas outras oque ocorre, ” DESDE O POPULARISMO DA INTERNET ” GLOBAL empresas mundias de cinema e grandes produtores em varios paises do mundo, vem passando dificuldades financeiras, ” ISSO EM TODO MUNDO ” O PORQUE DISSO TODOS NOS JA SABEMOS ” AHHHH MALDITA PIRATARIA ” AS EMPRESAS DEIXAM DE ARRECADAR PORQUE O PUBLICO DEIXA DE CONSUMIR O ORIGINAL EM TROCA DE ALTERNATIVOS GRATUITOS ” COM UMA TENTATIVA DES-ESPERADA DE SE MANTER DE PE, EMPRESAS DE TODO MUNDO RESOLVERAM CRIAR UMA MANEIRA ” RAPIDA E BARATA ” DE TENTAR FAZER DINHEIRO…

    FOI AI QUE VEIO OS ” RE-MAKER ” pegar series originais classicas dos anos 1910 a 1999 contratar atores novos e fazer uma ” RE-FILMAGEM ” Desta vez computadorizada, Barata, sem grandes locacoes para rodar filmes, sem luxos sem nada, apenas uma sala ” com paredes verdes ” luzes, cameras, atores e um computador.

    AHHHH O PUBLICO NAO GOSTOU?? gostaria de ter de volta as grandes producoes cinematograficas dos anos 40,50,60,70,80,90 ? mais quem mandou para de consumir, ou mesmo BOICOTAR o consumo do que era Original?

    As empresas foram obrigadas a Agir desta forma, muitas quebraram, gravadoras de CD quebraram, lOJAS DE PRODUTOS DE CINEMA E MUSICA FALIRAM, PRINCIPALMENTE NA AMERICA LATINA E FOI AI QUE TUDO COMECOU E AS EMPRESAS PARARAM DE FAZER ALGO DE QUALIDADE, ” TROCANDO AQUILO QUE ERA ORIGINAL E BEM FEITO, PELO GENERICO MAL FEITO.

    E AGORA ESTAMOS NESTA SITUACAO, QUE SABEMOS DO QUE VAI ACONTECER NO FUTURO, MAIS NAO SABEMOS SE EXISTE UMA SOLUCAO PARA RE-VERTER ESTE QUADRO.

    AQUELES QUE SAO AMANTES DO CINEMA? DA MUSICA DE QUALIDADE, HOJE CHORAM POR NAO TEM MAIS BOAS PRODUCOES COMO EXISTIA ANTES, E DE QUEM E A CULPA? DE NOS MESMOS, CONSUMIDORES, ISSO ACONTECE NAO E SO COM A TSUBURAYA,TOEI, TOHO MAIS COM TODAS AS EMPRESAS MUNDIAIS DE TODOS OS PAISES.

    A DISNEY ” APESAR DE EU ODIAR ” E UMA DAS POUCAS QUE CONSEGUE SE MANTER NO MERCADO E QUE NAO SUCUMBE PORQUE?? PORQUE DIANTE DA SITUACAO ELA MONTOU UMA ESTRATEGIA AGRESSIVA COM OS CONCORRENTES, ELA INVESTIU EM PUBLICIDADE, ” EM FALSOS CANTORES ” COM JUSTIN BIBIER ETC,ETC, TUDO PARA TER LUCRO, ELA VE DINHEIRO EM TUDO, ATE EM ALGO QUE PODE PARECER BOBAGEM, DISNEY DEIXOU DE SER UMA EMPRESA DE TELEVISAO, E PASSOU A SER UMA ” MARCA ” COMO LOUIS VITTON, VERSSACE, DOLCE GABANNA QUE COMPRA ” PRODUCAO DE TODOS OS PAISES DO MUNDO ” RETALHA, FALSIFICA E VENDE COLOCANDO A MARCA DELA E O PUBLICO MUITAS VEZES IGNORANTE CONSOME, MAIS NAO SABE QUE PARA CADA SERIE FALSIFICADA DA DISNEY EXISTE UMA ORIGINAL, FEITA ATE DE MODO ” CASEIRO ” JA OUTRAS EMPRESAS NAO TEM TANTOS ” SEGUIMENTOS ” COMO TEM A DISNEY POR ISSO CORREM MAIS RISCOS, TAMBEM DEVEMOS DEIXAR CLARO QUE DISNEY MUITAS VEZES SONEGA IMPOSTOS PARA OS U.S.A E QUE CRIA ” VARIAS ” SUB-EMPRESAS QUE PERTECEM A ELA MESMA, MAIS COM OUTRO NOME, PARA ESCAPAR DO ” LEAO ” ESTADO …

    E COMO A TV GLOBO AI NO BRASIL, QUE DEVE BILHOES DE REAIS AO ESTADO, E ACABA SENDO ISENTA, POIS SE ELA FOR PAGAR OQUE DEVE, ENTRA EM FALENCIA. A DISNEY A MESMA COISA, SE FOR PAGAR O QUE DEVE, ELA QUEBRA.

  8. Olá, Vitor Hugo! Obrigada pelos seus comentários sobre o artigo, que como está escrito aí, foi publicado por Martin Fackle na editoria asiática do New York Times.

    A ideia do site em traduzí-lo e reproduzí-lo com os devidos créditos foi gerar a discussão do que os fãs acham mais bacana na produção dos tokusatsus (assim como é a ideia do site em geral).

    Lamento que você considere irresponsabilidade abrir espaço para diferentes opiniões, usando de uma fonte internacional.

    Infelizmente, como você mesmo disse, nós meros mortais não temos a possibilidade de morar no Japão, apesar de realmente termos muita vontade. Portanto, acreditando que o New York Times é uma fonte minimamente confiável, novamente ressalto que a proposta foi gerar exatamente o debate entre os fãs brasileiros.

    Mais uma vez, obrigada pelas suas opiniões e informações.

  9. Eu tenho percebido isso também… eu adoro os filmes de hoje em dia, mas uma franquia que tomo como exemplo é “Tartarugas Ninjas”!!!
    Os filmes de hoje tem bastante realismo em computação gráfica, mas eu vejo mais valor nos filmes feitos nos anos 90, quando o ator tinha que usar uma roupa pesada de borracha, com um capacete-robô que tinha movimentos muito realistas para a época. O capricho e o cuidado que havia para fazer as roupas e os cenários, o material, a dificuldade… eu acho muito mais trabalhoso e valioso que os cromaquis de hoje em dia!!! A impressão que tenho é que qualquer adolescente com conhecimento dos programas vai poder pintar o quarto de verde e fazer um filme inteiro sozinho, enquanto que nas melhores fases de Steven Spielberg e George Lucas eram necessários galpões imensos e muitas maquetes e figurinos dificílimos de fazer, muitas vezes para gravar apenas uma única cena, que realmente traziam valor ao trabalho!!!
    Posso ser saudosista, admito, mas quando vejo os making offs de hoje e me coloco no lugar dos atores, acho que me sentiria ridículo usando aquelas roupas com bolas de isopor coloridas, morrendo de inveja dos tempos em que um ator usava um figurino completo para se transformar no personagem!!!

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