Espere o Inesperado

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Com Kamen Rider Ghost terminando, como sempre vocês vão ter muitos posts e casts com opiniões sobre o final da série. Porém, eu quero contar como foi minha impressão logo no começo. No decorrer de Drive, uma série que não me animou muito, comecei a ler os rumores da próxima atração da franquia. A ideia de uma série sobre fantasmas já corre a algum tempo, então foi interessante ver isso realmente se concretizando.

Imediatamente, a ideia que eu tive, e imagino que foi o mesmo para muitos outros, foi de uma série mais sombria, lidando com medo e horror. Talvez algo parecido com Kiva, há quase uma década atrás. Aí vieram as primeiras imagens do uniforme do protagonista e os fantasmas-casaco. Na mesma hora fiquei com o pé atrás mas, vamos lá ver!

Começaram os primeiros episódios e, junto com eles, meu desdém pela série. Tudo muito colorido e, não só em termos das cores em si, todos os personagens eram sempre felizes demais, caricatos demais. Com a aparição de Yurusen, a série ficou tão feliz que estava quase parecendo um Sentai.

Mas, como sempre faço, decidi dar mais uma chance. E, aos poucos eu percebi o grande problema da série nesse começo.

Eu.

Mendes vendo Kamen Rider Ghost

Mendes vendo Kamen Rider Ghost

O problema de Ghost nunca foi a série e sim a minha expectativa dela.

Apesar do tema de fantasmas, ou melhor, por meio dele, temos na verdade a série de Kamen Rider mais otimista até o momento. O roteiro desenvolvido pelo estreante Takuro Fukuda usa a temática da morte como um motivo para celebrar a vida e as pessoas à sua volta. A série toda é sobre relacionamentos, sobre dar valor à vida e fazê-la, como diz o protagonista Takeru, queimar ao máximo.

E, meus amigos, nesta proposta, a série é extremamente competente. Com um roteiro relativamente simples e bem escrito, sem grandes reviravoltas ou surpresas, sempre conseguiu manter o interesse. Melhor do que isso, ele apresenta um grupo de personagens muito carismáticos com um desenvolvimento considerável e bem natural. Isso se aplica tanto aos três Riders quanto aos coadjuvantes que nessa série têm um papel essencial. Até mesmo alguns menores, como Fumi-basan.

Um Takoyaki pode mudar sua vida

Um Takoyaki pode mudar sua vida

Foi neste momento de reflexão que percebi que não é a primeira vez que eu entro em uma série com um pé atrás devido a um pequeno aspecto. E mais, todas as vezes em que fiz isso fui surpreendido positivamente, como em Shinkenger (nossa, esse uniforme é bem feio) ou Toqger (uma série sobre trens, sério? ).

Mas, ainda pior, esse preconceito é algo que nós fãs de tokusatsu lutamos para tentar eliminar em outras pessoas. Quantas vezes ouvimos que tokusatsu é coisa de criança? É esse tipo de preconceito que faz com que muitos deixem de viver momentos como nós vivemos e ainda sim posso dizer com tranquilidade que a maioria de nós é culpado de uma forma ou de outra.

Vou deixar meu comentário final sobre Ghost para outra vez, mas já adianto que mais uma vez fui surpreendido.

Acima de tudo, quero tentar colocar essa reflexão em todos nós. Quantos momentos deixamos de viver por conta de uma ideia pré-concebida de que não iríamos aproveitar por um pequeno motivo? Isso se refere a tudo: séries, filmes, música, comida e até mesmo pessoas! Vejam bem, não estou dizendo que devemos gostar de tudo, mas é sempre válido dar uma chance de conhecer, arriscar, sair da zona de conforto. Você nunca sabe o que vai ter surpreender!

Como diz a música tema de Ghost “Todos temos apenas uma chance de viver, então viva livremente.”

cubi

About Luiz Gustavo Mendes

4 comments

  1. “Não estou dizendo que devemos gostar de tudo, mas é sempre válido dar uma chance de conhecer, arriscar, sair da zona de conforto. Você nunca sabe o que vai ter surpreender!”

    Gostei desta frase. Posso usar ela como lema para a minha vida? =0)

  2. A velhinha quase rouba a serie pra mim!Sua morte foi um momento que me chamou atenção

  3. Para mim também @Dougkuro. Foi um momento muito bem escrito, e desencadeou diversas reflexões nos personagens que os fizeram evoluir, especialmente no Alain.

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