Justiceiro [Crítica sem spoiler]

Até onde pode ir um homem que perdeu tudo?

Que a Netflix mudou o conceito de assistir séries, isso todo mundo já sabe. Após alguns meses de espera, quando chega a data de lançamento acontece uma imersão que dura horas, geralmente no final de semana. Exemplos são Stranger Things (na qual coisas estranhas acontecem, hehehe), 13 Reason Why e, no segmento de super-heróis, Luke Cage, Punho de Ferro, Jessica Jones, Defensores e Demolidor, todas da Marvel.

Demolidor deu início a essa franquia e, após uma temporada aclamada pela crítica, nos apresentou como coadjuvante na segunda temporada o caso de um fuzileiro naval que, ao voltar do Afeganistão, teve toda a família assassinada e usou toda sua experiência militar para iniciar uma guerra ao crime como o Justiceiro.

O sucesso foi tão grande que mudou os planos da Netflix que resolveu produzir uma série focada totalmente em Frank Castle. O dia 17 de novembro nos apresentou um soldado de elite com uma raiva e um desejo de vingança tão intensos e um ator tão convincente no papel (Jon Berthal, que teve destaque no início da série The Walking Dead), que justifica a imersão proporcionada.

O que sobra numa pessoa que perde tudo? Respondo: raiva e vingança. Família é a base de tudo que somos e os pesadelos que acordam o protagonista episódio após episódio (uma cena casual de sua esposa, filha e filho) tornam verossímil tudo o que ele faz. E quando se perde todo o amor e objetivo resta somente o ódio e raiva, muita raiva. Nesse quesito, Castle torna-se a guerra de um homem só.

Uma série que tem como fio condutor só um vigilante matando criminosos sem parar não se sustentaria em 13 episódios. A conspiração militar envolvendo o ex-fuzileiro ajudou muito a desenvolver o personagem, além das relações com os coadjuvantes Micro, o hacker que precisa desvendar os responsáveis para poder ver sua família de novo, interpretado por Ebon Moss-Bachrach, Billy Russo, melhor amigo de Frank Castle, interpretado por Ben Barnes (de Westworld), Agente Madani, que é do serviço de inteligência americano envolvida na conspiração, interpretado por Amber Rose Revah e a já conhecida das séries da Marvel/Netflix Karen Page (Deborah Ann Woll).

Justiceiro traz para o público a jornada de vingança e redenção de um homem que procura punir os criminosos responsáveis pela morte de sua família mas torna-se alvo de uma grande conspiração militar. Boas cenas de ação, atuações marcantes e um final arrebatador dando um gostinho de quero mais, elevam esta série à melhor produção da Netflix baseada em personagens da Marvel, superando até o Demolidor. Uma das frases que guardo da série é do próprio protagonista: A raiva sempre supera o medo!

Se você leitor Senpuu procura um bom suspense policial, Justiceiro é tiro certo! Cinco estrelas! Abraços e até a próxima.

Até onde pode ir um homem que perdeu tudo? Que a Netflix mudou o conceito de assistir séries, isso todo mundo já sabe. Após alguns meses de espera, quando chega a data de lançamento acontece uma imersão que dura horas, geralmente no final de semana. Exemplos são Stranger Things (na qual coisas estranhas acontecem, hehehe), …

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Justiceiro

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About Ale

Alexandro Lima é Ilustrador publicitário e desde os anos 80 espera um chamado dos Dominantes.

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