Jogos Mortais: Jigsaw [Crítica com spoilers]

Famosa por marcar uma década, Jogos Mortais é uma das franquias de horror mais famosas dos anos 2000. Seus filmes renderam bilhões ao cinema hollywoodiano e a história de John Kramer ficou marcada por gerações. Dar segmento à história de uma série de tanto sucesso é muito mais que uma homenagem, é uma responsabilidade muito grande. Jogos Mortais trazia uma analogia entre a morte e a vontade de viver. Os jogos eram nada mais que uma forma de fazer com que suas vítimas enxergassem o real valor da vida e fossem gratos por ela.

Sete anos após o lançamento do último filme da franquia, Jogos mortais: Jigsaw, traz uma releitura dos antigos jogos de Kramer com carnificina e uma nostalgia grandiosa para os fãs. Contudo, não funcionou muito bem. O filme tenta se encaixar na cronologia dos outros, seguindo uma linha no tempo quando Kramer ainda estava vivo. Essa ideia já havia sido usada na franquia antes e, aqui, tornou a narrativa confusa e repetitiva em algumas ideias.

O plot é pobre, sem novidades e inteiramente pretensioso. A ideia inicial de reviver o serial killer só constata que a obra não se sustentaria sozinha em seu roteiro. A princípio, para quem seguiu a história, é possível entender que vai acontecer uma reviravolta em algum momento e que tudo faz parte de uma passagem no tempo, uma vez que Kramer morreu no final do terceiro filme. O problema é que tudo é feito de uma maneira prepotente. O roteiro é tão fantasioso que subestima a inteligência do telespectador e, o que teria a intenção de ser chocante e surpreendente, beira o ridículo e à falta de noção.

As atuações são medíocres, ruins mesmo. Os personagens não têm carisma algum, não fazem com que você se sinta preso a eles ou ao menos que você queira saber suas histórias. O interessante ali é apenas a morte. São escolhidos aleatoriamente e compartilham apenas poucas características em comum. Suas vidas são pouco exploradas e alguns porquês ficam sem respostas. As mortes, apesar de serem visualmente interessantes, são bem utópicas. A cena, por exemplo, em que os personagens estão presos em um tonel gigante e os grãos começam a cair fazendo com eles fiquem presos, seguido por objetos afiados e pontiagudos lançados sobre eles, é deprimente. Os objetos caem aleatoriamente, e só acertam estrategicamente.

A cena da seringa com ácido, das cinco vítimas presas juntas terem de sacrificar um pouco do sangue para escapar, tudo já visto anteriormente. O plot twist é simplesmente ridículo, inverte absolutamente tudo o que você vem assistindo até ali e tenta fazer com que o espectador se sinta um retardado e o filme com uma trama genial quando, na verdade, você acha graça do quão arrogante os diretores foram e como a estrutura e narrativa, de um modo geral, são ruins e mal elaboradas.

Jogos mortais: Jigsaw, no final das contas, não passa de um filme feito para ganhar dinheiro usando o nome de uma franquia de sucesso, o peso que os personagens tiveram na época e a nostalgia de bons filmes de terror e lucrar com algo que já estava pronto. A sensação é que o filme é uma montagem de cenas e acontecimentos que já existiam e só precisaram ser reagrupadas. Mesmo relembrando o sucesso da franquia, é totalmente desnecessário.

Famosa por marcar uma década, Jogos Mortais é uma das franquias de horror mais famosas dos anos 2000. Seus filmes renderam bilhões ao cinema hollywoodiano e a história de John Kramer ficou marcada por gerações. Dar segmento à história de uma série de tanto sucesso é muito mais que uma homenagem, é uma responsabilidade muito …

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Jogos Mortais: Jigsaw

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About Pedro Mandella

Viciado em cinema desde criança, apaixonado por fotografia, café, arte, doces, frio e sextas feiras. Amante da literatura e do cinema francês.

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