Rei Arthur – A Lenda da Espada | Crítica sem spoilers

Estreia nesta quinta-feira (18) a mais recente adaptação da história do lendário Rei Arthur. O filme Rei Arthur – A Lenda da Espada conta uma narrativa diferente, na qual Arthur é salvo pelo Rei Uther (Eric Bana) e levado pela correnteza do rio até uma cidade e criado por prostitutas.

O protagonista, interpretado por Charlie Hunnam, evolui como um garoto que aprende a viver à margem da sociedade, roubando, jogando e aprendendo a lutar para se defender e proteger as mulheres que o acolheram e o criaram. A ideia desse novo rei é interessante, o problema é que, em vários momentos, é mal executada e deixa a trama cansativa.

O desenvolvimento do personagem principal é clara, mas o elenco em geral não é bom, com personagens muito simples. Principalmente A Maga (Astrid Bergès-Frisbey), que apresenta uma das piores atuações, muitas vezes parece estar cansada ou com preguiça de interpretar uma personagem que nem nome tem no filme.

O vilão da trama, Rei Vortigern (Jude Law), é o que se espera de um verdadeiro ditador cruel e maligno. Em diversas cenas você sente raiva e ódio dele, mérito para interpretação do ator e a construção do personagem.

A interpretação do protagonista também não deixa a desejar, o problema é que esse novo Arthur não inspira confiança como rei. É provável que eu o seguiria como um governante, talvez um líder de moto clube, mas não como monarca. A comparação com Jax, da série Sons of Anarchy é um pouco inevitável, fica a dúvida se é pela atuação de Charlie Hunnam, ou pela criação do personagem por parte do diretor.

O ritmo do filme faz com que ele seja cansativo em vários momentos e provoca aquela vontade de que acabe rápido. Arthur está prestes a terminar a sua jornada, quando voltam para o início, o que acontece mais de uma vez, frustrando o espectador. A história poderia facilmente ser concluída em no máximo 90 minutos, ao contrário das mais de duas dolorosas horas de duração que o filme tem.

Os efeitos especiais são razoáveis, não prejudicam e a trilha sonora também é legal. Já o 3D é bem fraco e desnecessário, com pouquíssimas cenas que valem a pena.

Considerando que o filme já não está no topo das bilheterias e começa a registrar prejuízo para a Warner, é um bom filme para assistir comendo uma pipoca em casa pela aventura e diversão. No fim, é um blockbuster que poderia facilmente ter ido direto para home video.

About Mozart

Vulgo Mozart Gomes é o Fundador , administrador e idealizador do Senpuu. Designer Gráfico, Mozenjaa é o responsável por todas as mudanças no layout do Senpuu, tanto as boas quanto as ruins. Fã de tokusatsu desde a era manchete, resolveu consumir diariamente todo o seu amor pelo tokusatsu, criando o Senpuu.

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