Death Note 2017 – Review COM SPOILERS

Texto Ygor Medina

Já faz mais de dez anos da publicação de Death Note e, mesmo assim,  a obra  ainda carrega uma quantidade enorme de fãs. Tsugumi Ohba e Takeshi Obata criaram uma obra de investigação policial, mistério e ainda conseguiram embutir o sobrenatural no meio dela. O resultado é um mangá composto por 12 volumes, um anime com cerca de 37 episódios, e uma série de filmes live-action.

Essa obra nos fez questionar e refletir muitas coisas e, ainda, mostrou personagens complexos, que se transformam à medida em que a obra se desenvolve. Mas, o longa metragem de 2017 simplesmente ignora tudo isso e transforma o filme numa daqueles obras B dos anos 80 que tenta dizer que é um filme sério.

Falo isso buscando uma análise justa do que o longa mostrou e não porque sou um fã do anime e mangá. A verdade é que só gosto da obra até certo ponto, depois começou a ficar cansativa para mim.

O filme tem cerca de 1 hora e 40 minutos de duração e devo dizer que esse tempo na frente da tela foi bem difícil de engolir. Os  personagens são reduzidos a uma  fração  minúscula do  que realmente representam no conjunto final da obra original. Light foi transformado num garoto que só é inteligente quando é conveniente ao roteiro e ainda perde a cabeça a todo momento, por menor que seja o problema e L é retratado como um investigador muito inferior ao que poderia ser. Apesar de mantidas as manias originais, o personagem se mostra um detetive bem mais ou menos que também deduz seus crimes tirando as informações que precisa do nada e ainda faz todos questionarem suas habilidades. Até mesmo o mordomo Watari duvida dele em vários momentos, sempre o questionando. O único personagem que consegue manter o interesse no filme é Ryuk, que foi interpretado pelo Willian Dafoe. Mesmo ele ainda deixa um pouco a desejar, porque lhe falta aquele charme que sempre me prendia quando via o anime. Aqui ele virou quase um fantasma, que aparece pra dar sustos no Light de vez em quando.

O filme ainda nos dá de presente vários momentos sem noção e a única maneira que encontrei de aceitar o que estava rolando era rindo mesmo, porque são inacreditáveis. Imaginem só: existe um caderno que pode matar qualquer um apenas conhecendo o rosto e o nome da pessoa e você já matou gente usando ele. No mínimo você esconderia no lugar mais seguro que pudesse encontrar, onde ninguém fosse procurar, certo? O Light usa algo tão importante pra pegar a líder de torcida pela qual ele uma queda. Eu não tô brincando, isso é sério mesmo! Sem contar a cena da roda gigante que, pelo amor de Deus, eu fiquei rindo de tão tosca. A trilha sonora do filme é até ok mas, nessa cena especifica, fica muito fraca. Não sei se a intenção era fazer um momento climático ou romântico mas, seja o que for, o resultado foi uma droga.

Uma das poucas coisas bem feitas são as mortes, única razão para ter uma classificação para maiores. Não existe batalha de quem está certo ou errado, bem ou mal, tudo parece ser mais um drama adolescente bem fraco que tenta provar que tudo que está acontecendo é uma trama séria e bem complexa.

O resultado disso tudo é um filme completamente desinteressante. No final, a culpa do filme ser ruim não pode nem ser atribuída ao whitewashing, já que roteiro e direção são uma droga mesmo. Só espero que se alguém em Hollywood tenha pensando em fazer um filme de Akira nesses moldes, que essa ideia tenha subido naquela moto do desenho e ido pra longe, para nunca mais ser cogitada.

Texto Ygor Medina Já faz mais de dez anos da publicação de Death Note e, mesmo assim,  a obra  ainda carrega uma quantidade enorme de fãs. Tsugumi Ohba e Takeshi Obata criaram uma obra de investigação policial, mistério e ainda conseguiram embutir o sobrenatural no meio dela. O resultado é um mangá composto por 12 …

Review Overview

Death Note - 2017

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2 comments

  1. O próprio anime não é lá grande coisa.

  2. “Decepcionado mas nunca surpreso”, só isso que tenho pra falar (ou escrever) sobre esse filme. É isso, fazer o que.

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