Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário [Review]

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Fala, trupe! Como todos sabemos, no mês de setembro, além dos Cavaleiros do Zodíaco comemorarem vinte anos nos Brasil, ainda tivemos a estreia de um dos filmes mais aguardados de 2014, Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário. Portanto, vou fazer uma análise dessa obra e cuidado, terá muitos spoilers!

Após muita ansiedade, todos nós, fãs da série no Brasil, podemos finalmente conferir o filme de uma hora e trinta e três minutos dirigido por Keiichi Sato (que também dirigiu o excelente Tiger & Bunny) e com roteiro de Tomohiro Suzuki, Cavaleiros do Zodíaco: A lenda do Santuário, que estreou no dia 11 de setembro.

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Com uma proposta de mostrar nossos heróis em uma nova abordagem, tanto visualmente como na narrativa, logo no inicio já podemos vislumbrar o espetacular trabalho da direção de arte nos mostrando o universo e aos poucos se reduzindo, passando por estrelas, planetas, até chegar na luta entre Aioros, Shura e Saga.

O visual é de encher os olhos e já de cara nos dá aquela injeção de euforia, até que somos apresentados à garota Saori Kido, que está completando seus dezesseis anos. Tatsume, o mordomo da garota (com um novo visual), lhe conta que na verdade ela é a reencarnação de Athena, a Deusa da Guerra e da Sabedoria.

Seiya, Shiryu, Shun e Hyoga então, aparecem para protegê-la. Saori reconhece Seiya que, junto de seus amigos, foi acolhido por Mitsumasa Kido para treinarem e se tornarem cavaleiros de Athena e, juntos, não deixar que nenhum mal a alcance. A partir desse ponto, as coisas começam a fluir com mais rapidez, o protagonista junto com os outros estão com uma pegada mais adolescentes e com personalidades bem distintas. Ao chegar às doze casas, as coisas começam a ficar complicadas, no sentindo de enredo.

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As lutas ficam muito corridas, não se tem explicação, apenas a ação começa desenfreada, mantendo o tom de humor que achei um dos pontos fortes do longa. Os mais saudosistas vão se surpreender com a mudança radical do personagem Máscara da Morte de Câncer, que agora aparece mais ou menos na forma de um bufão, falando através de rimas e interagindo com as cabeças coloridas em sua casa no melhor estilo musical Disney.

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O personagem ficou muito parecido com DeathTool, o Cavaleiro de Ouro de Câncer do mangá Next Dimension, que possui uma forte pegada cômica. É engraçado vendo ele se gabar de seu poder e vale exaltar o excelente trabalho de dublagem de Paulo Celestino.

Faço questão ainda de destacar a luta entre Hyoga e Camus que, apesar de também ser “corrida”, transmite muita emoção. O visual da casa de Aquário é sensacional.

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Depois disso, as coisas só pioram. Não sabendo aproveitar mais do roteiro ou ser mais criativo, Keiichi Sato se perde ao tentar ilustrar várias lutas ao mesmo tempo, com cortes pulando de cena em cena. Como por exemplo: Seiya luta contra Miro e, após um golpe, cai na casa zodiacal seguinte. Hyoga que, após derrotar Camus, retorna à casa de Câncer sem explicação alguma.

Ikki, como sempre fazendo entradas triunfais, infelizmente nada faz dessa vez, passando despercebido nessa parte final do filme. Como se não bastasse, temos uma das piores surpresas do longa, Afrodite tem sua aparição por menos de 10 segundos e é morto em seguida por Saga que, já tomado de seu espírito maligno (ou seja lá o que for), se livra facilmente do outro cavaleiro de ouro.

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Falando em Saga, fica difícil aceitar o que ele se transforma após sucumbir a poder maligno. Ele vira uma espécie de monstro. Até entendo que quiseram personificar o personagem em forma de maldade, um monstro, um ser diferente para causar impacto no público infantil, mas não funciona. O Santuário então é destruído por Saga e os cavaleiros de ouro lutando contra uma estátua a qual o vilão deu vida, enquanto Seiya sozinho tenta impedi-lo de destruir tudo até chegar a ajuda da armadura de Sagitário.

Sabemos que a produção cinematográfica trata-se de uma releitura, a Toei Animation quis agregar novos fãs e foco principal seria o público infanto-juvenil. O visual está sensacional, claramente baseada em franquias como Final Fantasy, o teor de humor deu uma nova cara a CDZ, mas mesmo com isso, o filme não foi bem nas bilheterias japonesas. E não digo por compará-lo ao anime de 1986, o filme por si é fraco, o roteiro se perde feio, a trama fica confusa e o pouco tempo de filme pra narrar essa história prejudica muito.

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Quando falamos da obra de Masami Kurumada, sempre esperamos produtos que nos agradem, mas pode acontecer o contrário… Muitos alegaram que quem não curtiu o filme não tem mente aberta e está fazendo comparações. Dizendo por mim, formado em crítica, não faço comparações e minha mente ser mais aberta é impossível.

Coisas como fato de Miro ser uma mulher ou Máscara da Morte mudar de personalidade não alteraram minha concepção sobre a obra. Porém, o roteiro não se sustenta, a rapidez dos eventos atrapalha e muito o filme, sem contar com diversos furos que se apresentam durante a exibição.

Não sei que futuro reserva para próximos filmes em CG de Cavaleiros, mas o primeiro não agradou muito. Sorte na próxima vez aos produtores!

E vocês que acharam? Deixem suas opiniões nos comentários.

About Júlio Ashram

3 comments

  1. Ainda bem que só paguei 7 reais para ver o filme, se tivesse pagado mais ia ficar mais arrependido ainda. Ate as partes de humor foram terríveis e as armaduras parecem mais uns transformes cheios de neon. E a casa de gêmeos e libra?

  2. Não!!!, eu não assisti ainda mas pelo comentário do Btokashiki acima vou ficar bem decepcionado se as casas de Gêmeos e Libra não aparecerem ai já é D+++,vão errar feio assim lá no HADES!!!!.

  3. Amigo Ultra J realmente tem muitas coisas que desapontam, mas mesmo assim veja em carater educativo, pra voce fazer sua analise e tirar sua conclusões.

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